Cádmio em acessórios: o perigo invisível por trás de peças de procedência desconhecida

18/08/2026
  • Cádmio em acessórios: o perigo invisível por trás de peças de procedência desconhecida


    Os famosos “achadinhos” conquistaram espaço nas redes sociais. Brincos, colares, anéis e pulseiras são encontrados em marketplaces por preços tão baixos que, muitas vezes, parecem irresistíveis.

    Mas quando um acessório custa muito menos do que o esperado, existe uma pergunta importante que também deveria fazer parte da decisão de compra:

    Você sabe quais metais estão presentes na peça que está colocando em contato com a sua pele?

    A presença de metais pesados, como cádmio e chumbo, em joias e bijuterias é um assunto sério e regulamentado no Brasil.

    E não se trata apenas de uma preocupação teórica: o próprio Inmetro já identificou, em análises realizadas em bijuterias, amostras com metais pesados em níveis elevados.

    → O que é o cádmio e por que existe preocupação com esse metal?

    O cádmio (Cd) é um metal pesado utilizado em diferentes atividades industriais.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o cádmio exerce efeitos tóxicos sobre os rins e também pode afetar os sistemas ósseo e respiratório. A organização o classifica como carcinogênico para seres humanos.

    Isso não significa que usar uma peça uma única vez causará uma doença. Os riscos relacionados a substâncias tóxicas dependem de fatores como concentração, forma, intensidade e duração da exposição.

    A preocupação está em reduzir exposições desnecessárias — especialmente quando estamos falando de produtos utilizados frequentemente.

    Fonte oficial: Organização Mundial da Saúde (OMS) – Cadmium – Chemical Safety and Health.

    → O Brasil possui limite de cádmio em joias e bijuterias?

    Sim — e esse é um ponto muito importante.

    A Portaria Inmetro nº 123, de 16 de março de 2021, consolidou a regulamentação técnica aplicável às bijuterias e joias comercializadas no Brasil.

    Segundo o Inmetro, é proibida a comercialização de bijuterias e joias que apresentem concentrações iguais ou superiores a:

    • Cádmio: 0,01%
    • Chumbo: 0,03%

    Os percentuais são calculados em relação ao peso do metal presente no produto individualmente considerado.

    E a regra não é direcionada somente aos fabricantes.

    O Inmetro informa que esses limites devem ser observados por fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e demais fornecedores envolvidos na disponibilização desses produtos no mercado brasileiro.

    Fonte oficial: Inmetro – Regulamentação para comercialização de bijuterias e joias – Portaria Inmetro nº 123/2021.

    → O Inmetro já encontrou metais pesados em bijuterias?

    Sim.

    E é justamente aqui que esse assunto deixa de ser apenas uma possibilidade.

    Ao desenvolver a regulamentação brasileira, o Inmetro informou que resultados de ensaios laboratoriais realizados em amostras de bijuterias, principalmente importadas, identificaram metais pesados em níveis elevados.

    O órgão explicou que a regulamentação foi desenvolvida, entre outros objetivos, para resguardar a saúde do consumidor e proteger o meio ambiente contra metais pesados.

    Posteriormente, em uma ação realizada em parceria com a Receita Federal, também foram identificadas quantidades de cádmio e chumbo acima dos limites permitidos em joias e bijuterias apreendidas no Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro.

    Portanto, não significa que todo acessório importado ou vendido em marketplace contenha cádmio.

    Mas também não se trata de uma preocupação sem fundamento: autoridades brasileiras já encontraram produtos fora dos limites estabelecidos pela regulamentação.

    → E os acessórios vendidos em marketplaces?

    Aqui precisamos fazer uma diferenciação importante.

    Comprar pela internet ou em um marketplace não significa automaticamente comprar um produto contaminado.

    Existem marcas e vendedores responsáveis comercializando produtos on-line.

    O alerta deve estar principalmente relacionado aos acessórios de procedência desconhecida, quando o consumidor não consegue identificar claramente o fabricante ou importador, quais materiais foram utilizados ou quem é responsável pelo produto.

    Isso ganha ainda mais relevância com a popularização de acessórios vendidos por valores extremamente baixos em plataformas nacionais e internacionais.

    Antes de comprar apenas porque encontrou um “achadinho”, vale perguntar:

    Quem fabricou essa peça?

    Quem é o responsável por ela no Brasil?

    Existe alguma informação sobre sua composição?

    A empresa informa quais materiais e processos utiliza?

    Preço é importante. Procedência também.

    → A regulamentação também vale para acessórios infantis?

    Sim.

    O Inmetro esclarece que a regulamentação alcança bijuterias e joias de uso adulto ou infantil, vendidas separadamente ou até mesmo entregues como brindes.

    E quando falamos de crianças, conhecer a procedência merece atenção especial.

    A própria Organização Mundial da Saúde cita joias contendo cádmio entre as potenciais fontes de exposição que merecem preocupação especial no caso das crianças.

    Por isso, ao escolher brincos, pulseiras, colares e outros acessórios infantis, não considere somente o desenho bonito ou o preço.

    Procure saber também o que existe por trás daquela peça.

    → Cádmio causa câncer?

    É importante tratar essa informação sem sensacionalismo.

    A OMS classifica o cádmio como carcinogênico para seres humanos. A Anvisa também registra que a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) classifica o cádmio e seus compostos no Grupo 1 – carcinogênicos para humanos.

    Isso não significa que utilizar uma bijuteria contendo cádmio necessariamente fará uma pessoa desenvolver câncer.

    A classificação indica que existem evidências científicas suficientes sobre o potencial carcinogênico da substância.

    Por isso, existem limites regulatórios e medidas destinadas a reduzir a exposição da população.

    → Nem tudo o que parece igual é igual

    Essa talvez seja uma das maiores dificuldades na compra de acessórios pela internet.

    Duas peças podem parecer praticamente idênticas em uma fotografia e terem composições e processos de fabricação completamente diferentes.

    O consumidor consegue enxergar o design, a cor e o brilho.

    Mas não consegue identificar visualmente a liga metálica utilizada, a composição do produto ou todas as etapas pelas quais aquela peça passou.

    Por isso, comparar duas peças somente pela fotografia e pelo preço pode ser bastante enganoso.

    → Bijuteria, semijoia ou joia: o nome sozinho não é garantia

    Outro cuidado importante: simplesmente encontrar a palavra “semijoia” na descrição de um produto não é garantia automática de qualidade.

    Existem diferentes matérias-primas, ligas metálicas, processos de galvanoplastia, acabamentos e padrões de produção.

    Mais importante do que apenas o nome dado à peça é conhecer a empresa responsável pelo produto e sua procedência.

    → Por que falamos tanto sobre qualidade na La Lucci?

    Porque acreditamos que uma semijoia não deve ser avaliada somente pelo que conseguimos enxergar.

    Na La Lucci, nossas peças são Níquel Free, passam por pré-banho de paládio e recebem banho de qualidade em metais nobres, como Ouro 18k, Prata ou Ródio Branco, de acordo com o acabamento de cada modelo.

    São processos que fazem parte do padrão de qualidade que buscamos para nossas semijoias.

    É também por isso que defendemos tanto o consumo consciente: não compare acessórios olhando apenas para o preço.

    Procure conhecer sua procedência, os materiais utilizados e a empresa que está por trás daquela peça.

    √ Antes de comprar aquele “achadinho”, procure informação

    Nem todo acessório barato é necessariamente irregular. Da mesma maneira, apenas um preço elevado não é garantia de qualidade.

    A questão é que preços extremamente baixos não deveriam nos fazer esquecer de perguntar como aquele produto foi fabricado e de onde ele veio.

    Quando o assunto é um acessório que ficará em contato com o seu corpo, informação também faz parte da escolha.


    ♥ Escolha semijoias de qualidade e procedência


    Informação também faz parte de uma boa escolha. Na La Lucci, valorizamos a qualidade em todas as etapas das nossas semijoias: nossas peças são Níquel Free, passam por pré-banho de paládio e recebem banho de qualidade em metais nobres, como Ouro 18k, Prata e Ródio Branco.

    Mais do que escolher um acessório apenas pela aparência ou pelo preço, escolha saber o que você está usando e de quem está comprando.

    ✨ Conheça as semijoias La Lucci e escolha suas próximas peças com qualidade, beleza e procedência.

    Acesse nosso site: https://www.lalucci.com.br/


    Fontes e documentos oficiais consultados
    Para que você possa conferir as informações apresentadas neste artigo diretamente nas fontes oficiais:

    INMETRO — Regulamentação para comercialização de bijuterias e joias
    Explica a Portaria Inmetro nº 123/2021 e informa os limites máximos de cádmio e chumbo permitidos no mercado brasileiro.
    Inmetro — Regulamentação para comercialização de bijuterias e joias

    INMETRO — Regulamento estabelece limites para cádmio e chumbo em bijuterias e joias
    Material institucional que apresenta os motivos que levaram à regulamentação e relata resultados de ensaios realizados pelo órgão em amostras de bijuterias.
    Inmetro — Limites de cádmio e chumbo em bijuterias e joias

    INMETRO — Produtos abrangidos pela regulamentação de bijuterias e joias
    Esclarece que as regras também se aplicam às peças destinadas ao público infantil.
    Inmetro — Regulamentação também abrange acessórios infantis

    ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS) — Cadmium: Chemical Safety and Health
    Apresenta informações sobre os efeitos do cádmio sobre a saúde, sua classificação como carcinogênico e a preocupação com produtos contendo cádmio destinados ou acessíveis a crianças.
    OMS — Cadmium: Chemical Safety and Health

    ANVISA — Informações técnicas sobre o cádmio
    Documento técnico que registra a classificação do cádmio e de seus compostos pela IARC no Grupo 1, carcinogênico para humanos.
    Anvisa — Documento técnico com informações sobre cádmio

    Conteúdo informativo elaborado com base em informações disponibilizadas por órgãos oficiais. As informações apresentadas não substituem orientações de autoridades sanitárias ou profissionais de saúde.

Compartilhe

Este site utiliza tecnologias como cookies para melhorar sua experiência de acordo com nossa política de privacidade. Ao permanecer navegando, você concorda com estas condições.